terça-feira, 22 de outubro de 2013

De aquarium


Ela é a tempestade que afunda meus navios
a terra em que piso, os dilúvios de Noé
o hálito devastador dos vulcões e seus baixios
Sol que desvirgina as flores, o som do oboé


Ela é o arco imóvel dos sete Planetas
órbita e centrum das coisas sagradas
a luz devastadora que inunda as lunetas
filha de Atenas, deusas consagradas


Por seu amor não sei mais quem sou
navego pelas ilhas da Grécia
conduzido pelas Harpias em brando fulgor


Elevo teu nome e Deus sorri
pois a beleza coabita em ti
és o Aleph e o Tau de toda inércia.



#Poema feito pelo meu pai para mim. Esse poema foi publicado no livro ''Antologia da Novíssima Poesia Pernambucana''.



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